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O filho de Mirian Leitão assessorou a Lava Jato

Miriam Leitão e seu filho, Vladimir Netto, com Sérgio Moro durante lançamento da biografia do então juiz, escrita por Netto (Foto: Reprodução)

O jornalista Vladimir Netto, filho da Miriam Leitão, que comemorou a prisão de Lula e escreveu livro sobre a Lava Jato, DEU ASSESSORIA à Força-Tarefa de Curitiba!

É o que consta nos novos diálogos vazados hoje.

Não é plausível que, com o poder conferido a ele, Ali Kamel e os Marinho não soubessem da relação obscena entre seu funcionário e a operação.

Muito, muito pelo contrário. A Globo tem o hábito de estimular aproximações fisiológicas, como provam os anos que escondeu sua repórter Miriam Dutra na Europa, para que as aventuras extraconjugais de FHC não fossem publicamente conhecidas.

Donde a Lava-Jato, a conspiração que derreteu a democracia, só pode ser entendida como um arranjo entre o MPF, o Judiciário mais venal do sul do país E a Rede Globo.

Cem por cento dos cidadãos brasileiros sabem que a Globo não é flor que se cheire e que seu poder é indevido. Os do ramo, além disso, sabemos das relações perigosas dela com as alas mais licenciosas do poder político. O império global não existiria sem essas relações – consolidadas nos anos 1960 e 1970 junto a assassinos e torturadores.

Conspiradores nunca perdem o vício. Depois que Lula foi eleito, em 2002, era mesmo questão de tempo até que a Globo repetisse alguns de seus maiores feitos jornalísticos – como a cobertura das Diretas Já e a edição do debate presidencial de 1989.

Mas a Vênus não é nem sombra do que foi nos anos 1980. Reportagens negativas diárias e insistentes, mais brutais quando das vésperas dos processos eleitorais – em 2016 o JN deixou de falar do então maior acidente aéreo da História do país para, em vez disso, dar uma forcinha ao PSDB na votação que ocorreria no dia seguinte – não impediram que a esquerda se elegesse, se reelegesse, se reelegesse de novo, se reelegesse outra vez e, aí sim, fosse apeada do poder por um impeachment cujo maior beneficiário já reconhece que foi golpe.

O autor no lançamento em Curitiba (Foto: Reprodução/Twitter/@vnetto)

Foi preciso, em suma, que a Globo extrapolasse suas funções de veículo de comunicação e fosse às ruas conspirar. Não sozinha, não sozinha. O movimento fora profetizado não apenas pelo jornalismo vicioso da própria Globo.

Os grandes veículos do país estavam com ela o tempo todo. Atual superintendente do Grupo Folha e ex-presidenta da Associação Nacional de Jornais, Judith Brito dissera em 2010 com todas as palavras, abre aspas: “os meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada”.

O resultado foi que, assim como em 1964, o golpe, praticado para repassar o poder à burguesia financeira, resultou com ele, o poder, nas mãos da cleptocracia mais insana e violenta.

Sim, Bolsonaro presidente é cria da Globo. Os 230 mil mortos que Bonner lamenta diariamente foram mortos em consequência de atos planejados pela Globo, entre outras. A inflação, o regresso da fome, o desemprego – tudo tem a digital comparsa da Globo.

Não é à toa que, embora conste em parte dos veículos da mídia corporativa, a operação Spoofing não ande sendo noticiada pelos jornais do Jardim Botânico.

No lugar dela, a Globo te dá outra coisa.

Ela te dá BBB.

 

As informações são de Léo Bueno (https://www.facebook.com/leo.bueno.9803)

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