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Veja quando vale a pena aproveitar os descontos no IPVA ou no IPTU ou se o melhor é parcelar o pagamento dos impostos

Algo que pode ser considerado como a principal resolução de ano novo na parte financeira é a reserva de emergência Foto: Agência Brasil

 

Assim como em todo início de ano, os primeiros meses de 2021 pedem atenção ao orçamento familiar. Os gastos recorrentes, como IPVAIPTU e despesas com escolas, são os mesmos, mas a crise causada pela pandemia de covid-19, que aumentou o desemprego e reduziu a renda de muitos brasileiros, pode deixar mais difícil honrar esses compromissos.

Veja as dicas da planejadora financeira Angela Nunes, membro do conselho de administração da Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar).

IPTU

O Imposto Territorial e Predial Urbano (IPTU) costuma ser liberado a partir de fevereiro. Normalmente, é possível pagar em até dez prestações, entre fevereiro e novembro.

Segundo Angela, ao quitar de uma vez, além de não comprometer o orçamento do resto do ano, sem ter de desembolsar várias parcelas ao longo dos meses, o contribuinte pode aproveitar o desconto na casa dos 3%, no caso de São Paulo.

Mas é preciso ter atenção: ao liquidar o imposto à vista, é necessário ter condição de caixa, ou seja, conseguir pagar tudo sem comprometer o orçamento da casa no início do ano.

Não vale a pena quitar agora e cair no cheque especial no mês seguinte para cobrir as despesas correntes. É necessário avaliar o que é melhor dentro da sua realidade financeira, nem sempre compensa aproveitar o desconto.

“O desconto é bom, claro, mas parcelar pode deixar o orçamento mais tranquilo, sem cair tudo de uma vez. Tem que ver a situação do caixa pessoal”, diz Angela.

Ela observa também que, caso o proprietário pretenda vender o imóvel ao longo do ano, pode ser melhor parcelar o imposto, em vez de pagá-lo de uma vez. “Se vender no meio do ano, ele não consegue reaver o que já foi pago.”

IPVA

O Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA) começa a ser pago em janeiro, em São Paulo, nesta quinta-feira, 7. O pagamento pode ser feito à vista, com desconto de 3% no Estado. A data do vencimento é baseada na placa do automóvel. O prazo máximo para desconto é 20 de janeiro, a depender do número final da placa.

Neste ano, não haverá cobrança do seguro DPVAT, mas o licenciamento de veículos continua valendo, também com possibilidade de desconto. Para quem for quitar o IPVA à vista, até o dia 14 deste mês, e não tiver débitos, haverá um desconto no licenciamento de 25%. Cairia de R$ 131,80 para R$ 98,91.

Sobre o IPVA, principalmente, vale ressaltar que, caso fique inadimplente, o dono do veículo terá de arcar com juros pesados. De acordo com a página da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, caso o imposto não seja recolhido no prazo estabelecido, os chamados “acréscimos moratórios” serão de “0,33% por dia de atraso, até atingir o limite de 20%, calculados sobre o valor do imposto”, como consta neste link. Além disso, o proprietário não consegue vender o carro, porque tem débito – uma opção, nesse caso, seria fazer acordo com o comprador, mas isso faria o veículo perder valor de venda.

Matrícula escolar

Em escolas privadas, normalmente, paga-se a matrícula entre dezembro e janeiro. Existe margem de negociação. É difícil, mas vale a pena tentar, aconselha Angela. Ainda mais quando se tem mais de uma criança estudando naquela instituição.

Material escolar e uniforme

Por causa da pandemia, ainda é incerto o início das aulas este ano. A princípio, escolas particulares voltam em fevereiro. A dica da planejadora financeira é tentar comprar o material em bloco, junto pais de vários alunos. Na compra em grande quantidade, há maior possibilidade de mais descontos.

Despesas de fim de ano (viagens e presentes) e cartão de crédito

“Acredito – e quero acreditar – que as pessoas tenham ficado em casa, mantido distanciamento no final de ano. Com isso, é possível que tenham dado menos presentes, por não terem encontrado todo mundo”, diz Angela. “Além disso, a despesa de férias deve ser menor. Quem tem criança viaja, especialmente no verão. Mas, neste ano, imagino que o impacto seja menor.”

Para quem “se perdeu” no cartão de crédito, a primeira recomendação, segundo Angela, é parar de usar o cartão. Além disso, rever o padrão de despesas é importante. É possível buscar linhas de crédito mais longas e mais baratas para quitar a dívida. Mas o essencial é parar de fazer novas dívidas. “Se pegar empréstimo para quitar uma dívida de cartão e não tiver condição de pagamento, vira uma outra bola de neve. Tem que tomar muito cuidado.”

Resolução de ano-novo

A planejadora financeira dá outros conselhos para manter o orçamento sob controle este ano, em que a economia ainda enfrenta muitas incertezas. O primeiro é mudar os hábitos de gastos e repensar o padrão de vida.

Uma possibilidade, diz Angela, é trocar de carro, por um modelo mais barato, que, consequentemente, possa ter IPVA e seguro mais baratos. “O mundo empobreceu na pandemia. Temos mais restrições financeiras.”

Outro ponto destacado por Angela pode ser considerado como a principal resolução de ano novo na parte financeira: a reserva de emergência, ou, como ela prefere chamar, reserva de tranquilidade.

“Uma das grandes alocações para 2021 é o reforço da reserva de emergência. A população entrou no ano com baixa reserva, e 2020 pode ter gasto boa parte dela, por conta da pandemia. O grande diferencial é: estou vivendo um padrão de vida adequado para novos tempos? É preciso reconstituir ou constituir uma reserva de emergência. Quem teve isso no ano passado, passou o período com mais tranquilidade, menos caos”, ressalta.

Com informações do Jornal O Estado de SP

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