Home»Cidadania & Meio Ambiente»Limitar aquecimento requer “mudanças sem precedentes”, diz relatório

Limitar aquecimento requer “mudanças sem precedentes”, diz relatório

0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

Limitar o aumento da temperatura do planeta a 1,5 grau Celsius necessitará “mudanças sem precedentes” em nível social e global, alerta o novo relatório apresentado nesse domingo 7) pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).

O texto diz que limitar o “aquecimento global a 1,5 °C”, barreira que deve ser superada entre 2030 e 2052 a esse ritmo, “necessitaria mudanças rápidas, de amplo alcance e sem precedentes em todos os aspectos da sociedade”, desde o consumo de energia ao planejamento urbano e terrestre e muitos cortes na emissão de gases poluentes.

O relatório, apresentado na cidade sul-coreana de Incheon, analisa caminhos para limitar o aquecimento em até 1,5, em vez de 2 graus, como foi estabelecido no Acordo do Clima de Paris, e adverte que os efeitos para ecossistemas e a vida no planeta serão muito menos catastróficos se for possível deixar essa barreira mais ambiciosa.

As emissões de poluentes de origem humana já elevaram a temperatura média em torno de 1 grau antes da Revolução Industrial, no século XIX, e transformaram a vida no planeta, lembrou o presidente do IPCC, Hoesung Lee, na apresentação do relatório.

“Manter o aquecimento global em nível inferior a 1,5 grau, em vez de 2, será muito difícil, mas não é impossível”, acrescentou Lee.

Manter o aquecimento abaixo do limite de 1,5 grau evitaria maior extinção de espécies e, por exemplo, a destruição total dos corais, básicos para o ecossistema marinho. Também reduziria o aumento do nível do mar em 10 centímetros até 2100, salvando zonas litorâneas e litorais, segundo o relatório.

Superar o limite de 1,5 grau resultaria em maior aumento do calor extremo, as fortes chuvas e a probabilidade de secas, algo que terá efeito direto sobre a produção de alimentos, sobretudo em regiões sensíveis como o Mediterrâneo e a América Latina.

Também afetará a saúde, o fornecimento de água e o crescimento econômico, com impacto negativo, principalmente para as populações mais pobres e vulneráveis, diz o texto, que conta com 6 mil referências científicas e foi assinado por 91 especialistas de 40 países.

Para evitar superar essa barreira, o relatório afirma que são necessários um consumo energético mais eficiente, uma agricultura mais sustentável e menos extensiva, além mais terreno destinado ao cultivo de recursos energéticos.

Também será preciso multiplicar por cinco o investimento atual no setor tecnológico para conseguir fazer com que transportes, edifícios e indústrias emitam muito menos poluentes.

O relatório será usado como base para as discussões da 24ª Cúpula do Clima (COP24), que será realizada em Katowice, na Polônia, em dezembro.

COP 24 in Katowice, Poland

 

Com informações da Agência Brasil

Post Anterior

Nobel da Economia de 2018 vai para os norte-americanos William Nordhaus e Paul Romer

Próximo Post

Vencedora do Nobel da Paz promete "ser a voz de quem não tem voz"

Sem comentários

Deixar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *