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Bolsas vão reforçar pesquisa brasileira na Antártica

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Governo vai financiar 75 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado para o Programa Antártico Brasileiro

A ideia é produzir conhecimento sobre a Antártica e as relações do ambiente com os oceanos, a biosfera e a camada glacial da Terra – Foto: EACF

Com o investimento de R$ 5,7 milhões do governo federal, o Programa Antártico Brasileiro (Proantar) vai selecionar 75 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado. 

Selecionados com recursos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), os projetos precisam estar ligados a nove eixos que envolvem pesquisas sobre a criosfera, mudanças climáticas, ecossistemas antárticos, geodinâmica na Antártica, química dos oceanos e medicina polar, por exemplo. As propostas devem ser encaminhadas ao CNPq até 8 de outubro e o resultado deve ser divulgado em 30 de novembro.

Requisitos

Para concorrer às bolsas, os cientistas coordenadores do projeto precisam ter o currículo atualizado e inscrito na Plataforma Lattes, além de ser vinculado com a instituição que vai executar o projeto. Se já for aposentado, precisa comprovar vínculo acadêmico com essa instituição. A equipe deve ser formada por pesquisadores, técnicos e estudantes.

Verba

A distribuição de recursos será conforme a área de pesquisa em cinco faixas. Os repasses podem chegar a até R$ 2 milhões por projeto. Os concorrentes podem se candidatar com apenas um projeto e em apenas uma das faixas de investimento.

Despesas

As bolsas abrangem o custo de materiais de consumo, contratos firmados com pessoas físicas ou jurídicas, despesas com importação de materiais, passagens e diárias. A previsão de orçamento dessas despesas já deve constar no projeto que será avaliado pela comissão julgadora.

Estudos

Criado em 1982, o Proantar foi renovado em 2013, permitindo o novo ciclo de pesquisas brasileiras no continente até 2022. Nesta etapa, instituições como a Capes, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Comunicações e Inovações e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) se debruçaram sobre estudos na área. 

A ideia é produzir conhecimento sobre a Antártica e as relações do ambiente com os oceanos, a biosfera e a camada glacial da Terra. Assim, o Brasil, que faz parte do grupo de 29 países atuantes na região, pode assumir o protagonismo em ações de preservação ambiental na área. 

Com informações do Governo do Brasil e  da Capes

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