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Servidores da Unicamp encerram greve após acordo com a reitoria

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Representantes dos funcionários técnico-administrativos da Unicamp, em greve há 49 dias, reuniu-se na manhã desta terça-feira, 10, com o reitor Marcelo Knobel – Foto: Renato César Pereira

Os servidores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) decidiram nesta quinta-feira, 11, encerrar a greve que já durava mais de 50 dias. Eles reivindicavam um reajuste salarial e de benefícios maior do que o proposto pela reitoria da instituição.

Os funcionários chegaram a ocupar o prédio da reitoria para fazer as reivindicações. Para encerrar a greve, o Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) reivindicou e conseguiu um acordo para que os dias parados não fossem descontados.

Os servidores pediam que o vale-alimentação fosse reajustado de R$ 850 para R$ 1080. A instituição propôs pagar R$ 950 até dezembro. Os funcionários também reivindicavam reajuste de 12,6%, mas a proposta da Unicamp foi de 1,5%. O reitor Marcelo Knobel diz que a situação financeira da universidade impossibilita o reajuste solicitado.

A reunião de conciliação foi solicitada pelo juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas, Mauro Fukumoto. Foto: Renato César Pereira

“Os ganhos econômicos da greve foram insuficientes e marcados pela radicalização da reitoria em atuar juridicamente para manter uma política de ajuste sobre os trabalhadores”, diz boletim do STU. A reitoria recorreu à Justiça para impedir que o sindicato promovesse bloqueios nas entradas do campus.

Universidades

O Cruesp, conselho de reitores de USP, Unicamp e da Universidade Estadual Paulista, propôs reajuste de 1,5%, sob justificativa de restrições financeiras. O Fórum das Seis – entidade que representa sindicatos de professores e funcionários das três instituições – pedia 12,6%. O valor é necessário, diz a entidade, para compensar as perdas dos últimos cinco anos.

Os reitores alegam que as universidades não têm condições financeiras para um reajuste maior. Na Unicamp, por exemplo, o reajuste de R$ 100 no vale-alimentação representa R$ 11,5 milhões a mais nas contas.

Em 2017, o Cruesp não deu reajuste, alegando “alto comprometimento de orçamento com a folha de pagamento”. À época, o gasto com salários superava em 4% os repasses que as instituições recebem do Estado. As três estaduais recebem cota fixa de 9,57% da arrecadação estadual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Nos primeiros cinco meses deste ano, nenhuma das três ultrapassou o repasse com o gasto com servidores. As universidades receberam R$ 3,93 bilhões do Estado, sendo R$ 3,61 bilhões para o pagamento dos salários.

 

Com informações do Jornal O Estado de SP

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