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Grupo protesta contra político no ICMBio

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Organizações ambientalistas e servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) fizeram na sexta-feira, 25, uma série de protestos em parques nacionais contra o que consideram ser um loteamento político do órgão, responsável pela gestão de todas as áreas protegidas federais.

Eles questionam a indicação de Cairo Tavares, jovem político do PROS, para presidir o instituto, que até um mês atrás era comandado pelo oceanógrafo Ricardo Soavinski. O Ministério Público Federal enviou comunicado ao Ministério do Meio Ambiente, recomendando à pasta que “abstenha-se de nomear ou dar posse a quem não atenda aos requisitos mínimos de conhecimento da área e experiência gerencial”.

Tavares, de 31 anos, não tem experiência profissional ou acadêmica na área ambiental. Formado em Ciência Política e hoje cursando mestrado em Administração Pública, ele é secretário nacional de Formação Política do PROS.

Procurado pelo jornal O Estado de S. Paulo, preferiu não dar entrevista. Na quinta-feira, Tavares passou o dia em reuniões com servidores na sede do ICMBio, em Brasília, mas até a sexta sua nomeação não havia sido publicada no Diário Oficial da União.

A Executiva Nacional do PROS divulgou nota dizendo que Tavares é “qualificado academicamente e profissionalmente” , e que “se a nomeação de fato ocorrer, o objetivo é que se realize uma gestão usando novas tecnologias para proteger a fauna e a flora envolvendo todos os estados e suas oportunidades de turismo e proteção”.

Procurado pela reportagem, o ministério disse que não comentaria “possíveis indicações que estão em análise na Casa Civil”.

Protesto

“Como você reagiria se para a presidência do Banco Central fosse nomeado um indicado político sem nenhuma experiência em economia?”, diz um manifesto divulgado por servidores do ICMBio, “repudiando veementemente” a indicação de Tavares e “qualquer outra” baseada em “interesses políticos contraditórios ao interesse público”.

Servidores de vários parques nacionais – como o das Cataratas do Iguaçu (PR) e Fernando de Noronha (PE) – fizeram protestos e paralisações na sexta-feira. O acesso ao Cristo Redentor, no Parque Nacional da Tijuca (RJ), no Rio, chegou a ser bloqueado por 30 minutos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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