18/05/2012
Comissão Especial de Estudos vai investigar falhas estruturais do DPJ
Departamento de Parques e Jardins carece de estrutura e técnicos
Luciana Félix – CP
A Câmara de Campinas montou uma Comissão Especial de Estudos (CEE) para investigar falhas estruturais no Departamento de Parques e Jardins (DPJ) — setor da Prefeitura responsável pela manutenção dessas áreas. A falta de estrutura no órgão faz com que o tempo de espera para determinados atendimentos ultrapasse dois anos. São cerca de 3 mil pedidos de intervenções aguardando retorno do departamento.
A comissão irá fazer um raio X no setor, que sofre com a falta de técnicos, fiscais, engenheiros ambientais, biólogos e, principalmente, de equipamentos, que acabam por acumular serviços que deveriam ser executados. Um relatório pedindo medidas urgentes será entregue ao prefeito Pedro Serafim (PDT). A comissão terá 60 dias para finalizar o processo.
“O objetivo é avaliar a estrutura atual do DPJ e qual seria a ideal para modernizar os serviços e oferecer uma prestação eficaz e de qualidade à população. Com isso em mãos, o prefeito poderá tomar atitudes para melhorar o atendimento no local”, afirmou o presidente da CEE, vereador Luiz Henrique Cirilo (PSDB). Além dele, participam da comissão os vereadores Aurélio Cláudio (PDT), Sebá Torres (PSB), Zé Carlos (PMDB) e Zé do Gelo (PV).
Cirilo afirmou que a prestação de serviços do DPJ deixa a desejar. “Os problemas não são de hoje. Há tempos que o serviço é ruim. O que acaba por frustrar a expectativa do cidadão. Muita gente reclama que liga no serviço e, além de não ser atendido, não consegue uma resposta do órgão, o que acaba sendo um desrespeito com o cidadão. Além de falta de pessoal, há uma série de problemas”, disse.
Entre os questionamentos que a comissão pretende apurar está o número de árvores que existem em áreas públicas urbanas da cidade, o prazo médio para emissão de laudo de avaliação de uma árvore, a capacidade diária, mensal e anual de atendimento do DPJ e o porquê das solicitações encaminhadas ao departamento ficarem sem resposta. “Também queremos saber quais os critérios técnicos e ambientais que pautam os serviços prestados pelo departamento”, informou Cirilo.
O presidente afirmou que, segundo dados do próprio DPJ, existem mil praças sem urbanização espalhadas pelo município. “Praças sem calçamento, identificação, forração de grama. Quem olha acha que se trata de um terreno abandonado, cheio de entulho”, disse.
Durante os estudos, a comissão pretende convocar órgãos como a Secretaria de Serviços Públicos, o Ministério Público do Meio Ambiente, o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema), o Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental de Campinas (Congeapa) e Instituto Jequitibá.
“As entidades ambientais frequentemente criticam as ações do DPJ, por isso é necessário dar voz a elas para contribuir para a melhoria dos serviços. O MP tem realizado notificações ao órgão, atendendo reclamações de ambientalistas e entidades ambientais. O DPJ acaba ficando entre a cruz e a espada para atender à população, já que possui uma estrutura arcaica e um volume muito grande de solicitações para podas e extrações de árvores, cauterizações de raízes, limpeza, capinagem e roçagem, bem como iluminação de praças e áreas públicas”, disse o vereador.
Outro lado
O diretor do DPJ, Edson Roberto Navarrete, disse ontem que ainda não foi comunicado oficialmente sobre a CEE e que, por isso, prefere não comentar o assunto. Garantiu, no entanto, que irá colaborar com o trabalho dos vereadores.
Pitacos do RCP
DPJ na web: “O Departamento de Parques e Jardins tem por objetivo gerenciar os parques, jardins e bosques da cidade, promovendo a conservação, a partir de ações que visam à manutenção dessas áreas, com foco na preservação das espécies, tanto da fauna e flora, como na manutenção das características ambientais.”
As 50 praças de Barão Geraldo estão abandonadas. A subprefeitura também assume a sua incompetência quando deixa de zelar pelas principais praças do distrito.
Nem parece que o Distrito elegeu três vereadores na última eleição: Flores, Thiago Ferrari e Valdir Terrazan. Este último ocupa atualmente, a importante Secretaria de Obras mas fecha os olhos para o distrito. Sínico, ousa fazer sua caminhanada noturna na Praça Durval Pátaro, a Praça do Bicicross, um verdadeiro matagal, como se tivesse a caminhar pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Entra e sai subprefeito e a Zuleika e o Luiz continuam ditando as ordens e fazem a triagem do que serviço que deve ser executado por aqui…
16/05/2012
Quem já fez pacto com o chifrudo aí?
Pitaco do RCP: Esta merda veio para Barão Geraldo erguer um monstro composto por três grandes torres de concreto, trazendo inúmeros problemas para apopulação do distrito e há quem torça pela Ferrari que é patrocinada por esta empresa espanhola fdp!
15/05/2012
12/05/2012
Mais um desabafo sobre o desacaso com a APA
Maryah Almeida:
ESTA CARTA É DA CATARINA DO ECO MERCADO "AVIS RARA" DE SOUSAS.
MAIS UM DESAFORO E DESCASO PARA COM A APA, EM ÁREA DE BASE ELEITORAL DO VEREADOR SEBÁ E DE COBERTURA DO "JORNAL LOCAL"!!!! QUANDO DIGO QUE PODER POLÍTICO E JORNALISMO FEITOS "A SOLDO" NÃO MERECEM NEM VOTO , NEM RESPEITO.
Caros amigos com sensibilidade e comprometimento
Há 12 anos iniciamos um projeto de arborização especial da Avenida de entrada principal da APA de Campinas em Sousas, quando propusemos Chico Leitão e eu através da Ong Instituto Ambiente Total da qual fazíamos parte, a implantação de um Arboreto nos canteiros centrais e praças ao longo dos 3 km da avenida.
Este projeto foi endossado por um abaixo assinado mais de 2000 assinaturas, encabeçado pelo Prof. Hermes Moreira do IAC, e outros amantes conscientes da natureza.
Na época propusemos à Prefeitura de Campinas uma parceria, onde nós doaríamos o projeto paisagístico feito por mim e as mudas, a maioria delas semeadas e cultivadas pelo próprio Chico que trabalha há 30 anos no IAC e possuidor de grande conhecimento botânico. A prefeitura (DPJ) se responsabilizaria pelo plantio supervisionado por nós, e posteriormente pela manutenção como lhe cabe. O projeto foi devidamente aprovado e autorizado e implantamos a primeira etapa no ano de 2000, com a participação da comunidade.
Posteriormente fomos implantando outras etapas que incluíram as escolas de Sousas e Joaquim Egídio no processo, e por fim o trabalho proposto foi concluído restando a praça da Guarda Municipal que seria feita em outro momento.
Nestes 12 anos temos presenciado tristemente o frequente descaso do DPJ quanto à manutenção do Arboreto, obrigando-nos por inúmeras vezes a assumir pessoalmente, reags no inverno, adubação anual, controle de formigas e "fiscalização eterna" contra depredações e mal manejo da jardinagem das equipes terceirizadas da prefeitura, o que já causou várias perdas de exemplares plantados. Não bastando isto, já tivemos por 2 vezes que intervir junto ao DPJ, quando após o advento do Projeto "Adoção de praças", a prefeitura insiste em desrespeitar o compromisso assumido da nossa parceria estabelecida em prol das gerações futuras desde o ano 2000 dando em adoção as praças que já estão arborizadas por nós e permitindo a derrubada de exemplares raros de no mínimo de 10 a 12 anos de vida.
Com grande indignação me deparei hoje pela manhã, ao chegar ao ecomercado Avis rara onde trabalho, com a devastação de parte da praça Sta Rosa, incluindo a injustificável morte de um "Pau Rosa" de 12 anos, saudável, com 5 m de altura, um dos únicos exemplares fora de seu habitat natural que é a Amazônia, e que nos presenteava com estonteantes florações todos os anos.Além dele vários outros exemplares, que não teriam nenhuma razão plausível, foram também exterminados.
Infelizmente e novamente o DPJ demonstra o total descompromisso e reforça a extrema desorganização interna para não dizer incompetência generalizada, uma vez que sequer se dão ao trabalho de informar ao requerente das áreas pedidas em adoção, que ali já existe um projeto aprovado por essa mesma prefeitura e que merece ser respeitado.
Neste caso o requerente apresentou um novo projeto, o qual profissional desconsiderou solenemente o que existia de relevante, e que por sua vez foi aprovado pela prefeitura após, PASMEM, vistoria feita pelos agrônomos do DPJ. Que profissionais são estes que não conseguem identificar um "Pau Rosa", ou uma Couroupita ou concordam que Clúsias lindas sejam consideradas plantas arrancáveis. Onde fica o cumprimento da legislação ambiental?
Não somos contra o processo de adoção, uma vez que a prefeitura não é capaz de fazer o seu serviço e precisa da ajuda dos cidadãos que já pagam seus impostos inclusive para a manutenção dos parques e jardins.Mas que pelo menos tenham o bom senso de respeitar a legislação ambiental e façam a interface entre os que já vem trabalhando e se dedicam a colaborar para criarmos uma cidade mais digna e harmoniosa.
Na verdade se trata de mais um episódio na lista do desrespeito e má governança em todos os setores. É lastimável perceber uma total falta de sensibilidade e desconexão dessas pessoas, com os seres vivos e consequentemente com suas próprias vidas e seus semelhantes.
O que faz alguém com alma e coração pulsante, abater uma árvore linda que nos presenteia com o esplendor de suas floradas rosa choque, sua fresca sombra ou seu medicinal óleo essencial?
Estou a ponto de desistir de Campinas, mas antes disso peço aos que se mobilizam com fatos como este, que se manifestem da maneira que acharem mais eficiente, ( mídias várias , face book e cia, mailing, boca a boca, etc . Vamos refletir sobre essas atitudes que tem outros desdobramentos sempre…
Vamos nos unir para tentar transformar realmente nosso país no que alardeiam como país ideal do futuro.
Catarina

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